Pelagens de Equinos

 Ivadi de Almeida, 89 anos, pecuarista e criador de equinos da raça Campeiro, do qual foi idealizador e fundador. Trabalha com a pecuária e animais de montaria desde tenra idade, herdou essa ocupação profissional de seus pais e avôs. Filho e neto de tropeiros seguiu nessa trilha por muitos anos, e atualmente, é um dos poucos tropeiros vivos da nossa história. O amor e admiração por cavalos sempre foram sua verdadeira vocação e, por conta desta significativa experiência deixa aqui e para todos aqueles que se identificam pelo gosto por cavalos seu conhecimento sobre pelagens.

PRETO: É o cavalo bem preto retinto, mas que poderá ter alguma mancha branca pequena em alguma pata ou mesmo testa.

PICAÇO: É o cavalo preto que tem as quatro patas brancas, essas manchas poderão passar do jarrete, mancha branca na testa a qual chamamos de malacara e poderá ter alguma mancha branca na barriga.

BRAGADO: É o animal que tem as mesmas manchas que o Picaço, porém deverá ser vermelho e as manchas das patas podem ser mais baixas, a mancha da testa deverá, ou poderá ser mais estreita.

BRANCO: Toda a pelagem branca, mas o couro preto e os olhos pretos. É uma pelagem de pouca existência.

CEBRUNO/SEBRUNO: Coloração preta meio desmaiada, podendo ter a cabeça mais preta, depois vem clareando para trás. Mais escuro que o lobuno.

TORDILHO: É a pelagem que mais se desbota. Nasce na maioria das vezes preto. Com cerca de mais ou menos um ano já pode começar a desbotar. Muitos dos animais ao desbotarem ficam com a pelagem manchada, o que podemos chamar de patacado, manchas que parecem patacas; ou tordilho rodado, com manchas arredondadas. Outros formam pintas pequenas e avermelhadas que designamos de tordilho arroz, outros ficam avermelhados, os quais chamamos de tordilho vinagre.

BAIO: É uma pelagem comum, com diversas tonalidades, a pelagem do corpo é amarela. Baio Cabos Negros: crina e cola pretas. Os membros podem terminar em preto, porém podem ser calçados. Baio Ruano: Crinas e cola branca, ou bastante esbranquiçada, e a pelagem avermelhada, meio alazão. Esta pelagem pode ter várias colorações de pelo no corpo, porém a crina e a cola deverão ser sempre brancas, é o que faz ter a designação de ruano. Pode ser também ruano tostado, ruano gateado… Baio Encerado: corpo amarelo mais escuro. Os baios podem ser patacados.

ALAZÃO: Cor vermelha puxando um pouco para cor de brasa, tendo as crinas e cola da mesma coloração da pelagem do corpo.

VERMELHO: Todo animal vermelho da cor de sangue, devendo ter as crinas e cola preta. Pode ter alguma pata branca, mas não obrigatoriamente como no bragado. Pode ter a frente aberta, mas não muito larga, a qual chamamos de lista corrida ou estrela corrida. Existem animais vermelhos que tem só uma mancha na testa, a qual chamamos de estrela. As patas podem terminar em preto.

PAMPA/TOBIANO: Possui manchas de qualquer coloração que existem em equinos, mas deverão ser manchas grandes, como por exemplo: toda a cabeça com a mesmo cor.

OVEIRO: Possui pequenas manchas por todo o corpo, bem irregulares, mas com apenas uma variedade de cor cada animal.

ROSADO: Animal como o oveiro, com pequenas manchas, porém de coloração rósea. Às vezes até o couro róseo, um vermelho muito clarinho que as manchinhas até chegam a ser um pouco rosilhas.

GATEADO: Coloração de equinos bem comum. Quando chamamos simplesmente de gateado o animal deverá ter a cor do corpo um tanto amarelada, com a cola e crinas pretas; uma lista preta fina que começa nas crinas e vai até a cola, a qual chamamos de lita de burro, passando sempre pelo “fio do lombo” e o meio da anca. Gateado Ruivo tem a cor mais amarela, tendo a cola e crinas da mesma cor do corpo, a lista de burro será mais avermelhada ou pouco marrom. Todo gateado tem uma mancha de cor mais escura de atravessado na cernelha que vai em direção a cada paleta, com um comprimento de cerca de um palmo e meio de cada lado, por uns dez centímetros de largura. Existem também outras cores de gateado: Gateado lobuno, que possui a cabeça mais escura e o corpo com coloração de lobuno. Gateado rosilho, possui um salpicado de branco principalmente sobre a anca. O gateado geralmente tem umas listas de cor mais escura em volta dos garrões, que chamamos de zebruras, listas essas parecidas com a da zebra. Algumas vezes poderá se verificar estas zebruras na região dos joelhos. Gateado vinagre, menos comum, é um gateado avermelhado, que muitas vezes ouvimos só a designação de vinagre.

AZULEGO: Possui manchas como a do rosado, porém pretas, bastante entremeadas de branco, dando ao preto um tom de azulado. O couro deverá ser preto.

LOBUNO: Preto muito acizentado, parecendo ser uma derivação do gateado, pois tem a mancha crucial, as zebruras nas patas, a mesma lista lombar mais escura, e a cabeça bem mais escura chegando quase sempre a ser preta.

PANGARÉ: Vermelho bem claro, com as axilas bem claras quase branca e a barriga também, a ponta da cabeça antes do focinho e quase sempre ao redor dos olhos, e até dentro das orelhas.

ALBINO: Cor creme por todo o corpo, até a cola e as narinas. Tem o couro róseo, os olhos “gázeo” ou “gazo” ou mesmo azuis. Designamos também essa pelagem de Melado.

ROSILHO: Pelo branco salpicado por todo corpo, em cima de qualquer fundo de pelagem que o animal possa ter, menos o preto.

MOURO: É o animal preto salpicado de branco por todo o corpo, assim como é o rosilho, com a única diferença que o mouro tem fundo preto no salpicado de branco.

ZAINO: Cor vermelha com a frente bem mais escura. Zaino Negro possui a cor bem escura com as narinas, axilas e virilhas avermelhadas. Alguns chamam até de castanho.

DORADILHO: Vermelho bem desbotado, com o couro preto.

Obs: Na raça Campeiro as pelagens albino e pampa não são permitidas.

Vermifugação!

Tendo em vista seus hábitos alimentares, os cavalos, herbívoros por natureza, são muito susceptíveis ao parasitismo interno. Tais parasitas constituem em sérios fatores de risco à boa saúde dos cavalos, afetando diretamente a performance de animais atletas, além de causar diversas doenças e até mesmo a morte.

De acordo com a estação do ano e condição climática, há enorme variação no nível de infestação do ambiente e infecção dos animais. Globalmente, os cavalos se contaminam ao longo de todo o ano, havendo, porém, 2 períodos críticos extremamente importantes no controle parasitário estratégico: a primavera e o outono.

Como vermifugar?

Qual vermifugo escolher?

  1. Avaliar precisamente o peso do animal (através de balança ou fita de pesagem);
  2. Adaptar a dose do vermífugo ao peso do animal: muito importante para evitar problemas com subdosagem ou desperdícios com sobredosagem;
  3. Verificar se a boca do animal encontra-se livre de alimentos ou água;
  4. Posicionar calmamente a seringa dosadora no canto da boca entre as comissuras labiais e as barras, apertar o êmbolo e depositar a pasta na base da língua para deglutição.

    Quais são as Medidas de higiene associadas?

    Quais são as Medidas de higiene associadas?

    • A vermifugação dos cavalos é apenas um dos elementos de um programa estratégico. Não se deve considerar o cavalo como um ente isolado, mas também o ambiente em que vive e as interrelações cavalo/habitat. Os objetivos da vermifugação são reduzir ou eliminar a carga parasitária dos cavaloss e evitar as doenças e conseqüências graves e irreversíveis da passagem dos parasitas pelo organismo animal;
    • Trate todos os animais de uma mesma propriedade de uma só vez: animais de pasto, animais estabulados e animais de todas as categorias (potros, sobreanos, adultos etc.);
    • Pratique a rotação de pastagens: tal procedimento promove uma descontaminação natural da pastagem;
    • Mantenha as pastagens drenadas;
    • Desinfeste as baias e instalações com bomba a jato sob pressão a altas temperaturas para destruir os ovos de Parascaris;
    • Estabeleça quarentena a todos os animais recém-chegados à propriedade e forneça vermífugo imediatamente à chegada dos mesmos;
    • Mantenha limpo e regularmente desinfestado os materiais dos animais;
    • Construa esterqueiras fechadas para deposição do material recolhido das baias;
    • Recolha regularmente os bolos fecais dos piquetes;
    • Se possível, faça rotação dos piquetes com animais de espécies diferentes (bovinos e ovinos) para auxílio na destruição de larvas infectantes.